E finalmente chega aquele dia em que ela faz uma burrada atrás da outra, não por mal… por tristeza. Já faz dias que ela está assim e uma hora explode. Ora, mas ela não tem esse direito concedido e também não imaginara que jamais seria entendida, ou que não seria abraçada.
Um abraço só a protegeria de si mesma, palavras doces suavizaria seu coração… mas nada. O que se espera há dias simplesmente não chega, e pelo jeito não chegará.
Ora, se ele quer que ela conserte, ela conserta e continua esperando o que esperou antes, durante e depois… mas parece não adiantar.
Aquilo tudo que ela precisa, simplesmente, não lhe é dado. Aquilo tudo que ela precisa lhe é tirado, quando mais precisa.
“Não te tocar, não pedir um abraço, não pedir ajuda, não dizer que estou ferido, que quase morri, não dizer nada, fechar os olhos, ouvir o barulho do mar, fingindo dormir, que tudo está bem, os hematomas no plexo solar, o coração rasgado,
tudo bem….”
- Caio Fernando Abreu
Já coloquei a música que me fazia mal e fechei os olhos, lembrando de tudo
que estava me corroendo…só pra chorar, na esperança de tudo aquilo passar.
- Caio F. Abreu
Vem, antes que eu me vá, antes que seja tarde demais. Vem, que eu não tenho ninguém e te quero junto a mim. Vem, que eu te ensinarei a voar.
Caio F. Abreu
Ela: Sabe o que é melhor que ser conquistada por alguém?
Ele: O que?
Ela: Ser reconquistada pelo mesmo alguém.
Ele: *-*
Acho que devemos fazer coisa proibida – senão sufocamos. Mas sem sentimento de culpa e sim como aviso de que somos livres. [Clarice Lispector]
Eu me permito mais liberdade e mais experiências.
E aceito o acaso.
Anseio pelo que ainda não experimentei.
Maior espaço psíquico.
Estou felizmente mais doida.
[Clarice Lispector]
E é verdade, sou ciumenta. Ciumentíssima.
É bem difícil admitir ser portador do vírus, incurável, do ciúmes.
Você pode nascer infectado ou adquirí-lo ao longo da vida. Acho que comigo aconteceu o segundo.
Não sou do tipo que arma uma segunda guerra mundial, mas também não sou tranquila. O mau humor me pega, a imaginação voa. Fico horas a fio imaginando coisas que só existem na minha cabeça - ou não.
Se o sentimento que o ciúmes gera é repugnante, em contrapartida a descoberta de que grande bobagem que se imaginou não existe, de fato, é revigorante, é mágico.
Esse medo de que ‘seu amor’ prefira uma outra pessoa faz com que você se dê “ao trabalho” de conquistá-lo todos os dias, ao invés de se acomodar e deixar que tudo caia na velha, e temida, rotina.
É por isso que eu guardo dentro de mim a promessa de conquistar de volta aquele que me conquistar diariamente.